Há sempre uma forma mais esclarecedora de se considerar nordestino, mas eu vou muito além disso.
Tenho uma concepção bastante diferente do que já é entendido. Ainda bem.
Para ser nordestino não é preciso só pisar nesse chão e ter registro no nascimento, ter dois pés aqui nessa terra não significa ser nordestino.
Nordestino que se preza, ultrapassa as fronteiras, mas carrega no sangue, na raça e na careta esse nosso jeito de ser.
Ora, mas por que será que para alguns é tão difícil aceitar o fato de nós, nordestinos, termos tanto orgulho de nossa raíz?
Não está no voto, nem na careta e nem no orgulho.
O problema dessa aceitação é construído da mesma forma que é tão difícil aceitar DIFERENÇAS no mundo de hoje.
Do mesmo jeito que é tão difícil se encontrar respeito no mapa-múndi.
Do mesmo jeito que é tão difícil se encontrar valores coletivos chegando no topo.
No campo da hipocresia e em nome da contradição, o xenofobismo anda lado-a-lado com a exigência de respeito. Mas peraí, como exigir respeito sem auto-respeito?
- O auto-respeito começa quando você se permite a aceitar essas diferenças.
Em uma sociedade cega e ingorante, o tapa-olho se sobrepõe a própria moral.
E veja só em que nível esses tais chegaram.
Argumento é sotaque.
Batuque? é só um adendo.
Caráter ninguém consegue ver
mas o 'ôxe' tá todo mundo vendo.
eu tenho orgulho de ser nordestina
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